domingo, 9 de março de 2008

Voa... voa borboleta...

O fruto mais belo,
A perfeita fusão da vida,
O equilíbrio essencial da natureza,
A mistura das essências vitais
A perfeita representação da metamorfose...

Um sorriso singelo branco e contagiante,
Encanta todos os seus semelhantes.
Como és feliz,
Tantos sonhos e objetivos,
Um ser e infinitas virtudes...

Caminha, caminha para o lado que te faz feliz,
Para o lado que te deixa mais satisfeita.
Somos tão felizes com teu sorriso.
E agora já podes voar.
Voa, voa borboleta e pousa em todas as flores
Que te encanta.
Voa e não olhe para o tempo que já passou.
Lembra-te que, antes de ganhar asas
Vivias presa em um casulo
Tão pequeno quanto teu corpo.

Agora vai e não olhes o que ficou,
És tão bela com tuas asas abertas,
Nasceste para voar.
E conquistasses tuas asas.

Voa, voa borboleta
Voa e conquiste tudo o que quiseres,
Agora você pode, já tens suas asas
E o mundo está bem embaixo dos seus olhos,
Eu sei que você pode
E pode muito mais,
É só você querer...

E hoje é seu dia,
Um dia infinito,
Um dia que jamais passará em branco,
Um dia que jamais passará,
Pois hoje é um dia único
E você não pode esperar o amanhã.

Voa, voa borboleta
Voa e voa alto,
Pois hoje ninguém pode lhe alcançar,
Hoje você é livre
E tem asas para ir aonde quiser...

Voa... voa borboleta...
(Felicidades hoje e sempre... enquanto o sempre existir.)

(Diogo Klock)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Em busca de respostas

Há varias maneiras de explicar, ou tentar explicar os fenômenos que acontecem no mundo e a aceitação de tais explicações variam de acordo com a mente de cada individuo, de acordo com a construção ideológica de cada um, seja ela cientifica, filosófica, teológica, senso-comum, etc, o individuo aceitará aquela que lhe for mais plausível dentro da sua construção ideológica.
Mas dentre elas há uma que merece destaque, desde que o homem se reuniu em torno de uma fogueira e deu uma explicação para o fenômeno do fogo, explicação essa que os impulsionava para a vida em grupo, o fenômeno religioso começa a ter força.
Podemos perceber historicamente a criação de um “Deus”, ou melhor dizendo, de vários deuses, (pois há vários sentidos atribuídos a está palavra) podemos perceber a criação de algo que substitui as respostas mais complexas atribuídas a todos os fenômenos. Um deus que dá sentido a todos os seres humanos que habitam este mundo, os que acreditam e os que não acreditam. Os que acreditam levam suas vidas reproduzindo os valores “ensinados” por tal divindade, seja esta qual for dentro dos milhões de religiões, seitas, crenças, etc, que existem, e ao reproduzirem tais valores, estes deixam de influenciar somente a sua vida e passam a influenciar toda a sua sociedade, pelo menos dentro daquilo que está ao seu alcance. Para os que não acreditam, a influencia divina é ainda maior, pois estes passam suas vidas em busca de outras respostas para a vida, gerando outras e outras possibilidades, dando movimento a este grande complexo de perguntas e respostas, influenciando assim todo seu grupo social. Entre esse meio há ainda os que se dizem neutros, mas que indiretamente ou diretamente acabam sendo influenciados por ambos.
Todos os seres humanos estão direta e indiretamente ligados uns aos outros, e o movimento da vida depende dessas diferenças de pensamentos, onde tudo influência tudo, porque ninguém tem um pensamento do nada, todas formas de raciocínio e busca pela “verdade”, pelas respostas, vem de uma carga que está em constante crescimento e mutação, carga esta que o ser humano vai adquirindo durante a sua vida, adquirindo e reproduzindo, dando assim continuidade ao movimento chamado vida.
Portanto todas as formas de conhecimento na busca por respostas são necessárias ao desenvolvimento da humanidade e é superficial demais afirmar que uma é melhor que a outra, ou que uma é correta e a outra não, pois tudo não passam de construções humanas, até mesmo o sentido da palavra “certo” ou “errado” é uma atribuição humana, que varia de individuo para individuo, culturas para culturas etc.

Gosto muito de uma frase de Raul Seixas que diz:“Não pergunto, pois eu sei que a vida não é uma resposta e se aconteço, se deve ao fato de eu simplesmente ser.”

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Flor

A flor de perfume místico,
Fruto da mais longínqua floresta,
Da mais longínqua natureza,
Em algum lugar nos confins do universo,
Livre das influências materiais
Que afetam o sentido olfativo dos seres,
Livre das impurezas produzidas
E causadas pelo bicho homem.

A flor de perfume místico,
Perfume que paira pelos ares
mais puros e límpidos,
que se encontra além da percepção
sensível do ser humano.

A flor de perfume místico,
Da fragrância do amor e da paixão,
Do carinho ou de uma canção.
Do aroma do vento e da aurora polar,
Dos crepúsculos e do arrebol.
Do perfume da lua e do sol,
De Marte, de Vênus e de todas as constelações.
Aroma da água pura e também do fogo,
Do bronze, da prata e do ouro.

A flor de perfume místico,
Da fragrância das flores de Plutão,
Das bromélias de Júpiter
E das orquídeas de Mercúrio.
Do perfume dos deuses.
Perfume que paira pelos ares
Mais puros e límpidos,
Que se encontra além da percepção
Sensível do ser humano.

(Diogo Klock)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

....

Estava a minha caça com uma arma que marcava a pele com letras e machucava muito, conforme a intensidade do tiro que podia ser regulado e também podia ser regulado o tamanho das letras.
Estávamos eu e outro, fugíamos com muito medo, mas sua sede de me torturar era muita e então não conseguimos escapar, nos deixou sem saída, num canto ficamos sentados no chão e com três tiros fez o outro se calar, ao que me parece queria que meu sofrimento fosse assistido.
E então me deu o primeiro tiro que me abriu um enorme corte no pé direito, com muita dor perguntei por quê fazia aquilo.
Mandou-me que olhasse o machucado deixado pelo tiro, quando olhei havia uma frase dentro que dizia:
“você me machucou demais, me deixou muitas marcas agora vai ter que pagar por isso.”
E então começou a atirar varias vezes demonstrando a regulagem da arma, cada tiro marcava uma letra de tamanho diferente na região da minha barriga.
Eu perguntava: por que, por que fazer isso comigo?
Mostrou-me sua barriga com muitas tatuagens, cada uma era uma marca, disse que era por eu ter feito aquilo, mas não eram todas minhas, eu podia identificar.
Pelo que pude perceber, eu tinha feito a maioria das marcas, mas outras duas pessoas tinham feito o restante, cada um com uma intensidade.
Não me lembrava de ter feito tais marcas, mas me lembrarei para sempre dessas marcas que acabara de me fazer.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

UMA PEQUENA HOMENAGEM A ALGUÉM MUITO ESPECIAL

Embora o tempo tenha passado,
As estações mudadas e a vida continuada.
Não, eu nunca me esqueci de você,
De como éramos felizes, sem saber,
De toda a nossa sede de viver,
De quando saíamos por aí,
Sem saber para onde ir.
De tudo o que nos fez chorar,
E de tudo que nos fez sorrir.

Talvez eu não seja digno de dizer que seja amor,
Porque é mais que isso,
Um amor pode ser esquecido,
Assim como já amei outras vezes
E assim como todas as pessoas amam
E depois esquecem.
Ou então é amor o que sinto
E errei das outras vezes,
Assim como todos erram.

Embora o tempo tenha passado
E a vida continuada,
Eu jamais me esquecerei de você.
E não importa quanto tempo passamos juntos,
Pois nada, nem ninguém poderá desfazer o passado.
Tudo o que fizemos, tudo o que passamos e sonhamos,
Será nosso para todo o infinito.
E se o que sinto não é amor,
Então o homem nunca soube descreve-lo por inteiro.

Meu amigo, meu irmão...
Onde quer que estejas, fique em paz...
Para todo sempre lembrarei de você...

para Elton Corrêa...um ano se passou!!!

sempre seu,
Diogo Klock

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Como Nossos Pais

Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina, na rua
É que se fez, o seu braço
O seu lábio e a sua voz...
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pr'o sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro da nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como Os Nossos Pais...
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como Os Nossos Pais...

(Belchior)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A Torre Escura

Não há nenhuma lua no céu,
alguns pontos de luz escorregam e brilham,
piscam e desaparecem por entre a espessa bruma aninhada,
sobre arbustos, cauçadas e cacos de vidro.
O ranger de metais das chaves do vigia,
não importuna as formigas que fazem filas sob os meus pés,
não há nenhuma lua no céu.
A minha frente a estátua de dedo em riste, j
ura inocência enquanto arrota fuligem e orvalho.
Confiro meus bolsos vazios, em busca de algo que eu não sei o que,
não sinto sono, fome, sede, não sinto nada.
Não há nenhuma lua no céu, nem chuva, nem Vênus nem fogo
que ilumine a pequena torre onde vigia expõe sua fronte crispada,
sua boa lacrada e sua alma inchada de café e cansaço.
Não há nenhuma lua no céu,
nenhum som na terra
e o vigia dorme profundamente.

(Marcelo Nova)